A importância da terapia ocupacional no tratamento do autismo

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Logo cedo, na primeira infância, é possível identificar sinais autísticos em crianças que apresentam ausência de marcos no desenvolvimento.

Uma das terapias utilizadas na intervenção do tratamento do TEA é a Terapia Ocupacional.

Na matéria de hoje do nosso blog, vamos entender como atua este profissional nessa área específica.

A primeira etapa do tratamento se dá por avaliações de perfil sensorial, cujo objetivo é identificar as lacunas no desenvolvimento do paciente.

  • Em que consiste a área sensorial?

O sistema nervoso sensorial é responsável pelo processamento sensorial como: visão, audição, tato, paladar, olfato e equilíbrio.

Alguns exemplos de integração sensorial trabalhados:

  • Sistema vestibular (equilíbrio);
  • Texturas;
  • Planejamento;
  • Toque.

Uma criança que apresenta um comportamento aversivo, por exemplo, a uma determinada textura, recebe um tratamento sensorial adequado para que haja a dessensibilização dessa textura.

Outra área de atuação da terapia ocupacional, dentro do tratamento de intervenção do TEA, é a atividade de vida diária (AVD), cujo objetivo é ampliar as possibilidades de desenvolver os recursos necessários para que o paciente tenha maior autonomia em seu cotidiano.

Alguns exemplos de AVD trabalhados:

  • Tomar banho;
  • Escovar os dentes;
  • Usar o vaso sanitário;
  • Vestir-se e despir-se;
  • Fazer seu próprio prato;
  • Comer sem ajuda;
  • Forrar a cama.

Todas essas atividades parecem simples, mas para uma criança com autismo elas são de alta complexidade e requer habilidades que são conquistadas aos poucos.

Quais as estratégias utilizadas no tratamento?

Geralmente todo material é adaptado para facilitar a aprendizagem do paciente, além de equipamentos específicos como malha, piscina de bolinha, diversos tipos de balanços, entre outros.

Para uma criança que apresenta dificuldade em segurar o garfo e levar à boca, por exemplo, existe a possibilidade de criar um cabo mais grosso para o talher, que possibilite um apoio mais preciso para trabalhar o movimento e a pega do paciente.

Nenhuma ação é realizada sem um estudo de caso aprofundado.

É importante salientar que todo tratamento voltado ao autismo é mais eficaz quando aliado à análise do comportamento aplicada (ABA), pois há maiores chances de evolução uma vez que essa ciência afirma que “tudo é comportamento”.

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